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Se a Portuguesa pretende voltar à divisão principal do Brasileirão, o jogo de ontem contra o América-MG mostrou que o time ainda tem muito o que evoluir. Fora de casa, a Lusa perdeu de 1 a 0 para os donos da casa. O time do técnico Paulo Comelli faz a estréia diante de sua torcida na próxima sexta, frente ao Bahia. O primeiro tempo foi fraquíssimo, com nada mais, nada menos, do que 80 passes errados! Tantos erros não poderiam resultar em algo muito produtivo, e a bronca de ambos os treinadores no intervalo resultou em alguma melhora na partida. Na etapa final, o Coelho teve boa chance de abrir o marcador aos 15 min, com um chute forte de Marcelinho que o zagueiro Alex Oliveira conseguiu cortar antes do goleiro Gléguer. As duas melhores oportunidades da Lusa saíram dos pés de Bruno e Edmílson, respectivamente, que o goleiro Laílson, do América, defendeu. Mas aos 32 minutos, Wágner definiu aquele que seria o plcara final da partida. Após cruzamento de Rogério, o meia apenas completou para o fundo das redes de Gléguer. Fim de papo no Estádio Independência, em Belo Horizonte.
A estréia do Tricolor no Campeonato Brasileiro não teve lances fantásticos do matador Luís Fabiano, gol de falta de Rogério Ceni, nem encheu os olhos do torcedor são-paulino. Pelo contrário, vendo o time embaixo de sonoras vaias, coube ao lateral-zagueiro-meia-armador-e-agora-atacante Gustavo Nery o papel de marcar o único gol da partida, e que deu ao São Paulo os primeiros três pontos na competição. Pior para o Atlético-PR, que com dois homens a mais desde os 15 do segundo tempo, cansou de perder gols e não teve competência suficiente para matar o Tricolor em pleno estádio do Morumbi. Desde o começo da partida, os pouco mais de 5.000 torcedores que foram ao Cícero Pompeu de Toledo perceberam que a noite não seria de Luís Fabiano. Com 2 minutos de bola rolando, o atacante recebeu belo passe de Marquinhos, disparou livre de marcação, e quando todos já esperavam para gritar gol, ele chutou a bola em cima do goleiro Diego, e perdeu a oportunidade de dar ao Tricolor o controle imediato do duelo. Pior que isso, só o ritmo de feijoada em que o meio-campo do time trabalhava a posse de bola. Tanta moleza deu ao Furacão coragem e disposição para atacar. E começou o "show" particular de Ilan. O atacante paranaense provou como um centro-avante pode desperdiçar tantas chances claras de gol em uma única partida. Primeiro aos 19, quando ele recebeu passe de Dagoberto, driblou o zagueiro Rodrigo, e com Rogério Ceni já caindo para o lado direito, chutou para fora. Depois, aos 23, foi a vez da trave são-paulina impedir o gol do atacante. Ele completou cruzamento de Alan Bahia, mas a bola chocou-se contra o poste esquerdo do arqueiro tricolor. Pra completar o desatroso primeiro tempo de Ilan, aos 28 ele invadiu a área, driblou Fabão, e novamente chutou pra fora, na saída de Rogério. O segundo tempo começou marcado por duas expulsões no lado são-paulino. Aos 10 minutos, Marquinhos reclamou com o árbitro Djalma José Teixeira, e recebeu cartão vermelho. Depois foi a vez de Vélber, que entrara no lugar de Fábio Santos, agredir o jogador Ramalho, do Atlético, e também ir mais cedo pro chuveiro. O Tricolor se fechou de vez e pouco arriscava nos contra-ataques. Até que as vaias da torcida parecem ter mexido com o brio do improvisado meio-campista Gustavo Nery. Quando ninguém mais acreditava num gol são-paulino, e pelo contrário, torcia para que o juiz terminasse a partida antes que o pior pudesse acontecer, ele pegou a bola ainda no seu campo, passou pelo zagueiro Marinho, chegou na grande área atleticana, driblou Igor, e chutou forte no ângulo esquerdo de Diego. Com 42 minutos no relógio, a festa foi não só dos jogadores e do técnico Cuca, como também da torcida, que passou a gritar o nome de Gustavo e incentivar o time até os instantes finais do jogo. Uma noite para ficar registrada na memória do atleta, que no meio do ano já tem transferência certa para o Werder Bremen, da Alemanha.
Sem poder contar com seus reforços e extremamente retrancado com apenas um homem à frente, o Guarani não conseguiu segurar o empolgado time paranaense, que vinha da conquista de um bicampeonato estadual. O Coxa acabou ganhando pela contagem mínima, com gol de Jucemar, no estádio Couto Pereira, em Curitiba. Os donos da casa foram superiores desde o início da partida. Com 21 minutos de jogo, Luiz Mário já havia levado perigo ao gol de Jean em duas oportunidades. Tanta insistência resultou no gol que saiu aos 29. Jucemar bateu falta pela direita e o goleiro bugrino, com a visão bastante prejudicada devido à presença de Aristizábal na área, acabou vendo a bola passar por baixo de seu corpo. A grande chance do Guarani veio aos 32 minutos, quando Juninho, completamente livre de marcação, desperdiçou ótima oportunidade cara a cara com o goleiro Fernando. Ainda no primeiro tempo, o Coritiba teve outros dois lances que levaram perigo à meta de Jean. Um aos 42 e outro aos 45. Ambas as finalizações passaram muito perto da trave bugrina. Para complicar ainda mais a situação do Guarani no jogo, Sidney foi expulso aos 26 do segundo tempo, e deixou o já desfalcadíssimo time campineiro com um a menos em campo. O Coritiba poderia ter ampliado o placar com Aristizábal, que aos 40 perdeu um gol feito. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para o atacante que bateu pra fora, mantendo o 1 a 0 em um jogo de baixo nível técnico de ambos os lados.
Sete vitórias para o São Paulo. Sete vitórias para o Atlético-PR. Sete empates. Eis o retrospecto entre os dois times quando se enfrentaram em Campeonatos Brasileiros. Em busca desse desempate, Luis Fabiano (foto) tem ainda outra motivação: superar a marca de Dimba, que ano passado marcou 31 gols defendendo as cores do Goiás. Fora dos gramados, porém, a semana no São Paulo não foi das mais sossegadas. O auê causado pelas eleições mexeram com a cabeça do técnico Cuca, que sabe da preferência da oposição por Wanderley Luxemburgo. E não só ele não é muito querido pelos críticos de Marcelo Portugal Gouvêa, atual presidente. Jogadores como Grafite e Marquinhos não são de encher os olhos da oposição. Uma derrota da situação, aliás, poderia desmantelar todo o elenco são-paulino, e frustrar as esperanças da torcida na Copa Libertadores da América. Cuca entra em campo hoje pensando no jogo e nas eleições, e sabe que a derrota na estréia do torneio nacional pode ser mais um pretexto, caso a opsição realmente vença, para que ele seja preterido por Luxemburgo. SÃO PAULO x ATLÉTICO-PR
Apesar das dificuldades enfrentadas pela diretoria nas últimas semanas e de não poder utilizar nenhum dos 9 reforços contratados para o Brasileirão, o Bugre vai até o sul encarar o atual bicampeão paranaense, o Coritiba, com um único objetivo: provar que pode contrariar todas as expectativas, e voltar do estádio Couto Pereira com um resultado que não seja a derrota. O jogo será às 20h30. O técnico Joel Santana tem visto um mar de problemas chegando aos baldes pros lados de Campinas. A diretoria bugrina, que vem proporcionando trapalhadas dignas de um filme pastelão, anunciou orgulhosa nove contratados para reforçar o elenco do Guarani. Mas com um detalhe: nenhum deles teve a situação regularizada na CBF, os uruguaios não têm sequer autorização para trabalharem no Brasil, e tanto Sandro Hiroshi quanto Marcelão chegaram lesionados e só devem estrear futuramente. Já no lado paranaense, a situação é muito mais tranqüila. Apesar da eliminação precoce na Libertadores, o Coxa vem de um bicampeonato conquistado em cima do arqui-rival Atlético. Do time que entrou em campo no último jogo, o técnico Antônio Lopes só não poderá contar com o lateral-esquerdo Adriano, com uma lesão muscular. CORITIBA x GUARANI
12 segundos foi o tempo que levou para o Santos entender que seu adversário não estava pra brincadeira. Passados os 90 do jogo, o Paraná comprovou com 3 a 2 no placar que esse entendimento santista estava correto, e fez a festa dos pouco mais de 6.700 torcedores que estiveram presentes no Pinheirão, em Curitiba. Para o Santos, uma estréia diferente das últimas 14 que o clube fez em Brasileiros. Desde 1990, o Peixe não começava o torneio nacional com derrota. O Paraná deu a saída de bola e em quatro toques Galvão estava dentro da área santista para assinalar o terceiro gol mais rápido da história desse campeonato. O Peixe só tentou dar uma resposta aos 11 minutos. Após cobrança de falta de Alex defendida pelo goleiro Flávio, o estreante Leandro Machado pegou o rebote e carimbou o travessão paranaense. Em nova cobrança, o zagueiro santista chutou com violência e a bola passou perigosamente sobre a meta de Flávio. Outro zagueiro da Vila, André Luís, apareceu como elemento surpresa na área do Paraná, e após receber passe de Robinho chutou forte para a boa defesa do goleiro paranaense. Aos 25 minutos, a pressão santista resultou em gol. Elano enfiou na área para Léo, que driblou o goleiro e tocou para o fundo das redes de Flávio. Os dois times deram uma desacelerada no ritmo do jogo, mas ainda sobrou tempo para que Carlinhos botasse o Paraná novamente em vantagem. Aos 41min, o zagueiro aproveitou cobrança de escanteio e subiu sozinho para testar no canto esquerdo de Júlio Sérgio, levando seu time para um intervalo mais tranqüilo. Na volta para o segundo tempo, o Santos levou um susto aos 12 minutos, quando Adriano quase aumentou o placar. Aos 20, Basílio - que entrara no lugar de Paulo César - marcou gol acertadamente anulado pelo árbitro. O atacante estava em posição irregular. Cinco minutos depois, o zagueiro André Luís, do Santos, foi expulso. O Paraná definiu sua vitória aos 33 minutos. Cláudio cruzou da direita e Chokito completou para marcar o terceiro gol dos donos da casa. O Peixe ainda diminuiu aos 37, com o tento sendo assinalado por Robinho. Corinthians começa Brasileirão com derrota Foto: Eduardo Viana/LANCEPRESS!
Gil continuou sem marcar. Piá (no alto da foto) foi expulso ainda no primeiro tempo. E o Corinthians levou de 3 a 2 da Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas. São alguns dos ingredientes do fervilhante caldeirão corintiano, que deve borbulhar ainda mais quando os jogadores voltarem pra capital e encontrarem novamente os impacientes fiés torcedores. Isso sem falar na palavra rebaixamento, que deverá ecoar a cada derrota alvi-negra na competição. A verdade é que após um mês de preparação, o Corinthians demonstrou em campo um time ainda desentrosado, e nitidamente preocupado em espantar a má fase de uma vez. Já a Ponte, jogando em seu gramado, partiu pra cima desde o início. Logo aos 2 minutos, Anselmo subiu no 2º andar e testou firme a bola que foi se chocar contra a trave esquerda de Fábio Costa, levantando o público presente. No minuto seguinte, o estreante Vânder chutou e a bola ainda foi desviada por Weldon antes da excelente defesa do goleiro corintiano. O primeiro lance de perigo do Corinthians só saiu aos 32 minutos, num chute de Jô que o goleiro Lauro espalmou. E foi quando o Timão jogava melhor que a Macaca surpreendeu. Aos 34, Bill cobrou falta pela esquerda e Marcos Vinícius desviou o suficiente para matar Fábio Costa e deixar a Ponte em vantagem. Pra piorar a situação corintiana, Piá fez falta infantil, por trás, e acabou recebendo o 2º amarelo, e conseqüentemente, o vermelho. Na volta para a etapa complementar, o Corinthians parecia assustado, e acabou tomando o segundo gol logo aos sete minutos. Após cobrança de escanteio, Alexandre cabeceou para o meio da área, e encontrou Weldon completamente sozinho. O atacante dominou e bateu fraco, mas Fábio Costa não conseguiu evitar o segundo tento ponte-pretano. A Ponte só não soube aproveitar ainda melhor a vantagem alcançada porque o próprio Weldon seria expulso dois minutos após ter feito o gol. O Corinthians continuou errando muitos passes, mas conseguiu descontar aos 21 minutos. Rogério cobrou escanteio, Valdson desviou de cabeça, e a bola ainda bateu no zagueiro Alexandre antes de entrar. Não deu nem tempo de comemorar. Aos 22, Vânder bateu falta e Roger desviou de cabeça para o fundo do gol de Fábio Costa. O Timão ainda assinalou o segundo gol através de um pênalti cobrado por Coelho, mas já era tarde. 3 a 2 pra Macaca, e uma dor-de-cabeça a mais para o técnico Oswaldo de Oliveira curar.
Mal regressou à série A, e os torcedores palmeirenses já sabem o assunto de amanhã. Não será a vitória maravilhosa em cima do Atletico-MG, muito menos a derrota vergonhosa frente aos mineiros em pleno Palestra Itália. Mas sim, a respeito de um empate com nome e sobrenome: São Marcos. Junto com o goleiro Eduardo, do Galo, Marcos foi o grande destaque da partida que terminou empatada em 0 a 0. Nem Váger Love, pelo lado palmeirense, nem Alex Mineiro, pelos atleticanos, conseguiram superar os arqueiros, e o retorno do Palmeiras para a primeira divisão acabou não sendo da maneira como a torcida sonhava. O jogo, que teve início às 18h, contou também com uma paralisação de aproximadamente 15 minutos, devido à falta de energia em uma das torres de iluminação do estádio. Antes disso, o Galo teve ótima chance de abrir o marcador aos 8 minutos. Após cobrança de falta de Tucho, Luiz Alberto pegou de primeira dando início ao show de Marcos, que defendeu. Aos 15, foi a vez de Eduardo praticar excelente intervenção após a batida forte de Diego Souza. Aos 39 minutos, em outro chute de Tucho, a bola desviou em Alex Mineiro e bateu na trave. No rebote, o mesmo Alex concluiu e São Marcos fez nova aparição. No final do primeiro tempo, foi a vez de Eduardo trabalhar em duas cobranças de falta de Pedrinho, mostrando que também estava ligadíssimo no jogo. Marcos e Eduardo continuaram tendo trabalho no segundo tempo. Logo aos 3min, Renato pegou de fora da área e exigiu boa defesa do arqueiro palmeirense. A resposta do Verdão veio três minutos mais tarde, através de Lúcio, que soltou a bomba de fora da área. Eduardo rebateu, e o zagueiro Nen, completamente livre na pequena área, cabeceou no susto para fora. Aos 11, Alex Mineiro entrou livre pela direita e bateu para a defesa do inspirado Marcos, que tirou com os pés. O Palmeiras teria ainda mais uma boa oportunidade com Pedrinho. Aos 24min, ele recebeu, dominou com categoria, e bateu por cobertura. A bola passou triscando a trave esquerda de Eduardo. Mas a noite era mesma de Marcos. O goleiro palmeirense fez pelo ao menos mais duas defesas salvadoras. Uma aos 26, após cobrança de falta de Djair que o arqueiro espalmou pro canto direito. No minuto seguinte, Alex Mineiro teve sua última chance de não sonhar com o goleiro do Verdão. Ele cabeceou sozinho na área, e em dois tempos, São Marcos praticaria aquele que seria seu último milagre da noite. E o jogo acabou da mesma forma que começou.
Embalados pelas conquistas estaduais, São Caetano e Vitória fizeram um jogo fraco embaixo de um dilúvio no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. Melhor para o time do ABC, que com um gol de Somália aos 40 do segundo tempo, conquistou seus primeiros três pontos no torneio. O retrospecto do São Caetano em estréias de Campeonato Brasileiro não vinha sendo dos melhores. Derrota em 2001, frente ao Bahia, em 2002, contra o Paraná, e 2003, diante do Cruzeiro. Amba fora de casa. Hoje a história teria de ser outra. Porém, o jogo não foi dos melhores para quem encarou a forte chuva de hoje à tarde e esteve presente no estádio do Azulão. No primeiro tempo, foram poucas as chances de gol. A primeira delas foi favorável ao time da casa. Aos 10min, Serginho chutou forte para a boa defesa do goleiro Juninho. A equipe baiana só chegou à meta defendida por Silvio Luiz seis minutos mais tarde, em jogada de Edílson, que bateu fraco para a fácil defesa do arqueiro do São Caetano. No final da primeira etapa, Anderson Lima cobrou falta e quase abriu o placar, mas o goleiro Juninho botou pra escanteio. O segundo tempo não foi muito diferente, com as principais oportunidades de gols surgidas de bolas paradas ou chutes de longa distância. Aos 33, Anderson Lima, um dos destaques do Azulão no jogo, penetrou pelo lado direito e soltou uma paulada que explodiu no travessão de Juninho. Muricy Ramalho resolveu sacar Fabrício Carvalho do jogo aos 38, e colocou Somália em seu lugar. Dois minutos depois, o atacante provou que o treinador estava certo. Após passe recebido pela direita, ele entrou na área e bateu cruzado, indefensável para o goleiro baiano, dando a vitória para o Azulão e quebrando o tabu de derrotas que o clube trazia consigo em estréias do Brasileirão. Corinthians e Ponte fazem "clássico" paulista no Brasileirão Hoje à noite, o Corinthians busca superar a crise causada pela campanha ridícula do time no Campeonato Paulista, estreando bem no torneio nacional. Gil (foto), está há 5 meses sem marcar gols, e espera acabar com a má fase no jogo contra a Ponte Preta, em Campinas. O maior problema corintiano, além do fraco elenco, chama-se Gaviões da Fiel. A torcida que sempre foi considerada um reforço dos vitoriosos elencos do Parque São Jorge, hoje causa medo e insegurança em alguns jovens atletas do clube, ainda não acostumados com tanta pressão, ovadas e ameaças. Apesar disso, o Timão terá a estréia de Piá em jogos oficiais. O ex-atleta ponte-pretano serviu de informante do técnico Oswaldo de Oliveira para dar algumas dicas sobre os pontos fracos do time campineiro, e pode ser o novo líder corintiano que a Fiel torcida tanto cobra. Já na Macaca, o clima é de expectativa. O time fez uma campanha muito fraca no ano passado, e só escapou do rebaixamento na última rodada. Dos oito reforços que o clube contratou, apenas três poderão estrear hoje à noite, contra o Corinthians: o meia Vander, que deve sair como titular, e o lateral-direito Alexandre e o meia Terrão, que ficarão no banco de reservas como opções para o técnico Estevam Soares. PONTE PRETA x CORINTHIANS
Santos pega Paraná com novo matador O técnico Leão tem sofrido bastante com a ausência de um centro-avante de definição, talvez a única peça que falte no forte elenco santista, desde a saída de Ricardo Oliveira, que foi jogar na Espanha. Willian, Fabiano, e mais recentemente, Robgol, tentaram cair nas graças do torcedor, mas falharam. A bola da vez na Vila chama-se Leandro Machado, revelado pelo Internacional de Porto Alegre. Ele será o parceiro de Robinho no ataque santista no jogo desta noite, contra o Paraná Clube. Terá a difícil missão de estrear bem, e agradar rapidamente os torcedores da Vila, já que o time também está nas oitavas-de-final da Libertadores. PARANÁ CLUBE x SANTOS De volta à série A Foto: Folha Imagem
O Palmeiras foi do inferno ao céu no ano passado. Estreou na série B após uma vexatória campanha em 2002, e ao longo do campeonato foi provando que tinha forças para retornar à divisão principal do futebol nacional. Conquistou o troféu da segunda divisão, e a chance de lutar novamente entre os grandes do Brasileiro. Mas 2004 não tem sido motivo de comemorações no Parque Antártica. Polêmicas envolvendo os principais nomes do time, brigas entre os jogadores, discussões entre técnico e imprensa, e por último, o afastamento de Elson e Adãozinho do grupo. A verdade é que o Verdão entra em campo contra o Atlético Mineiro, hoje à tarde, deixando sua torcida com um enorme ponto de interrogação na cabeça. Será que tanta confusão não vai atrapalhar o time? E será que esse elenco que conquistou a série B tem gás o suficiente para encarar a primeira divisão? São respostas que os palestrinos só vão começar a encontrar a partir de hoje. Thiago Gentil e Claudecir estão de volta para ajudar o técnico Jair Picerni a montar um time forte e competitivo. Mas é nos pés de Vágner Love (foto) que estão depositadas as maiores esperanças alvi-verdes. PALMEIRAS x ATLÉTICO MINEIRO
Em 2000 e 2001, o Azulão chegou bem perto de sagrar-se campeão nacional. Mas perdeu as finais para Vasco e Atlétic-PR, respectivamente. Para este ano, o time estréia com alguns ingredientes a mais: já tem um importante título estadual no currículo, experiência em decisões nacionais e internacionais, e um dos elencos mais completos do país. E contará ainda com mais dois reforços: o meia Fábio Baiano, ex-Flamengo, e o atacante Fábio Reis, que veio do rival Santo André. O Vitória também vem embalado pela conquista estadual contra o Bahia. Apenas Vampeta, que ainda sente uma contusão muscular, não deverá jogar hoje à tarde. Já o atacante Edílson volta a pisar em gramados paulistas, e está confirmadíssimo pelo técnico Agnaldo Liz. SÃO CAETANO X VITÓRIA
Amanhã, São Paulo e Guarani também estréiam na competição. O Tricolor recebe em casa o Atlético-PR, e o Bugre viaja até o sul para pegar o Coritiba. Ano passado, o troféu foi para Minas Gerais nas mãos do Cruzeiro. Veja as melhores campanhas dos 7 representantes de São Paulo deste ano, desde 1971, quando o toneio passou a ser chamado de Campeonato Brasileiro. - Corinthians: campeão em 90, 98 e 99. Vice em 76, 94 e 2002. - Guarani: campeão em 78. Vice em 86 e 87. - Palmeiras: campeão em 72, 73, 93 e 94. Vice em 78 e 97. - Ponte Preta: não teve nenhuma campanha de destaque nesse torneio. - São Caetano: vice em 2000 e 2001. - Santos: campeão em 2002. Vice em 83, 95 e 2003. - São Paulo: campeão em 77, 86 e 91. Vice em 71, 73, 81, 89 e 90. Curiosidades
Ontem demos um baile no pobre time do Zetti, que até me é muito simpático, mas o seu elenco...como é que o "Parmera" foi perder a vaga na final para um time desses? Ali, só o Canindé, o Aílton e o goleiro Márcio sabem alguma coisa de bola. De resto, pode esquecer. Um time sem vibração no ataque, como é de costume dos times do interior, e com uma marcação que deixou à vontade Marcinho, Mineiro e Gilberto pra fazerem e desfazerem o que bem entendiam. Bom, só queria lembrar alguns torcedores corintianos, são-paulinos, palmeirenses e santistas, que meu Azulão, de lambuja, ainda conquistou a vaga para a repescagem da Libertadores, e com certeza estará disputando as oitavas-de-final do torneio. E olha que quando eu falo, é pra valer! Podem anotar aí: o São Caetano já é grande! Enfim, campeão! "Chega de ser vice!" Esta deve ter sido a frase que todos os torcedores do Azulão falaram pra si próprios quando o árbitro Sálvio Spinola encerrou a grande final do Campeonato Paulista hoje à tarde, no Estádio do Pacaembu. E foram estes sofridos torcedores que comemoraram além do 2 a 0 contra o Paulista de Jundiaí, e do título inédito para o clube, a entrada definitiva do São Caetano no seleto grupo dos campeões estaduais. Um feito histórico para um clube que tem apenas 15 anos de história. Após bater na trave na Copa João Havelange, em 2000, no Brasileiro, em 2001, e na Libertadores, em 2002, o time do ABC provou que tem tudo para firmar-se no cenário do futebol nacional. Além de vencer as duas partidas finais, o Azulão teve em sua campanha mais 6 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota. O nome do jogo hoje foi o meia Marcinho (foto), que abriu o caminho para o título fazendo um dos gols, e participando da jogada do segundo. O jogo. Após ter vencido a primeira partida decisiva por 3 a 1, domingo passado, o São Caetano entrou em campo sabendo de duas coisas: tinha a faca e o queijo na mão, mas ao contrário do que fez em outras decisões, hoje não era dia de dar sopa para o azar. Por isso, os comandados de Muricy Ramalho trataram de dominar o jogo desde o início. Em menos de 15 minutos de bola rolando, o Azulão desperdiçou duas chances claras de gol, uma com Euller e a outra com Fabrício Carvalho. Um frio na espinha dos mais de 10 mil torcedores do São Caetano que presenciaram o confronto no Pacaembu, cansados de ver a equipe decepcionar nos momentos mais importantes. O Paulista só assustou o goleiro Silvio Luiz em uma cabeceada de Danilo aos 16 minutos, que o arqueiro espalmou. Mas aos 20 minutos, Marcinho tratou de espantar os fantasmas dos vice-campeonatos, e abriu a contagem. Após uma falha do defensor do Paulista, a bola sobrou para o meia do São Caetano, que entrou pela direita e chutou. A bola desviou nos pés de Danilo e matou o goleirão Márcio. Marcinho teria nova chance de ampliar aos 33 minutos, mas cara a cara com o goleiro do Galo, acabou chutando pra fora. No último minuto do primeiro tempo, o Azulão provou que estava com sorte de equipe campeã. Galego cobrou falta forte e rasteira, mas a bola explodiu na trave de Silvio Luiz. A segunda etapa contou com boas oportunidades de gols para ambos os lados. Aos 23 minutos, o atacante Izaías, do Paulista, cobrou falta muito bem e a bola chegou a bater na rede pelo lado de fora do gol, assustando o time de Muricy. Aos 28, Mineiro, do Azulão, recebeu na direita e bateu firme, mas Márcio espalmou pra escanteio. Aos 36, foi a vez do Galo desperdiçar outra ótima chance. Após bate-rebate dentro da área, a bola acabou sendo defendida por Silvio Luiz. O São Caetano se aproveitou e partiu para os contra-ataques. Aos 40min, Marcinho fez fila na defesa do Paulista, driblou o goleiro Márcio, mas o zagueiro se recuperou e tirou a bola que tinha endereço certo. Já sem forças para lutar em campo, a equipe de Jundiaí só assistiu ao segundo gol do adversário. Com 43 minutos de jogo, e os gritos de "é campeão" vindos da torcida, Marcinho trocou passes com Warley e rolou para Mineiro, que cortou o zagueiro e fuzilou Márcio. Um gol para lavar a alma da torcida, e garantir definitivamente o primeiro título estadual ao São Caetano.
Confira com qual elenco os times paulistas entram em campo: - São Caetano: Silvio Luiz, Anderson Lima, Dininho, Serginho, Triguinho, Marcelo Mattos, Mineiro, Gilberto, Marcinho, Fabrício Carvalho e Euller. O técnico é Muricy Ramalho. - Paulista: Márcio, Lucas, Danilo, Asprilla, Galego, Alemão, Umberto, Aílton, Canindé, Izaías e João Paulo. O técnico é o ex-goleiro Zetti. CURIOSIDADES DA PARTIDA |
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