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SÁBADO (29) Ponte Preta x Juventude-RS Palmeiras x Coritiba-PR DOMINGO (30) Atlético-MG x Santos São Paulo x Corinthians Guarani x Paraná-PR Grêmio-RS x São Caetano O peixe morreu na praia
Já me falaram: "Pelo menos tu não perdeu pra argentino", mas esqueceram de lembrar que o seu juíz Horácio Elizondo é argentino. Tudo bem, tudo bem sei que ele não teve culpa alguma no resultado, mas é que fico tão indignado que tenho que culpar alguém! Pô, faz tempo que os santistas não vêem o time lá Mundial. Queria tanto ver o Peixe nadar em águas estrangeiras. Agora só Deus sabe quando isso vai acontecer! Ah, Pelé que saudades de tu ... Taça Libertadores da América Sonho da Libertadores termina para o Peixe Por apenas um gol, o Santos não passa para a semi-final da Libertadores da América. O confronto de ontem, contra o Once Caldas, terminou 1 a 0 para a equipe da Colômbia que nunca havia chegado tão longe nesse Campeonato. Sonho para um, pesadelo para o outro. Recém-chegado de uma desclassificação no comando do Cruzeiro, Vanderlei Luxemburgo repetiu a dose na Vila e não conseguiu acabar com o jejum do Santos na competição sul-americana: o time não conquista o título há exatos quarenta e um anos (1963). Agora só se a equipe der um jeito de sair da 19º colocação da tabela do Campeonato Brasileiro e agarrar a Taça que propicia uma vaga na Libertadores do ano que vem. A eliminação. Jogando contra o Estádio Palogrande lotado e contra a elevada atitude da cidade de Manizalez, a equipe santista não mostrou um bom jogo no primeiro tempo. Apenas Diego jogou com raça e criou algumas chances de gol, mas não conseguiu finalizar nenhuma. Para a sorte de Vanderlei, o time colombiano compactuou com a má fase do Peixe e também não apresentou um bom futebol: os jogadores estavam nervosos e erraram muitos passes. O primeiro tempo encerrou com o placar sem marcar nada. Na volta, o Santos aparentava mais otimisto e mostrou uma qualidade de jogo melhor do que a equipe do Once Caldas. Logo aos seis minutos, Robinho chutou de primeira e acertou a trave do goleiro Henao. Aos 17 foi a vez de Diego mostrar que não estava para brincadeira. Em uma boa jogada, o santista driblou três jogadores, mas a bola foi espalmada para escanteio. Quem não faz, toma. O time colombiano confirmou o ditado popular em uma cobrança de falta, aos 25 minutos. Valentierra, o autor do único gol da equipe da Colômbia na Vila Belmiro, chutou forte de longe da área e colocou a bola no ângulo direito do gol de Júlio Sérgio desclassificando a equipe santista. E se o sonho santista de ir ao Mundial no final do ano terminou precocemente nas quartas-de-final do torneio sul-americano, o jeito é retomar o trabalho em campos brasileiros. Depois de levar de 4 do Palmeiras, o próximo confronto do Santos pelo Campeonato Brasileiro acontece em Minas Gerais contra o Atlético-MG. A partida realiza-se no domingo (30), às 16 horas. Tite assume responsabilidade pelo Timão Depois de Mário Sérgio não ter acertado com a diretoria do Corinthians, chegou à equipe paulista o ex-Grêmio(RS) e ex-São Caetano, Tite. O treinador gaúcho é nome certo para comandar o time do Parque São Jorge. O presidente do Corinthians Alberto Dualib já se reuniu com o treinador e garante que o técnico já começa a trabalhar com a equipe alvinegra a partir de hoje. Antes do técnico gaúcho, três nomes haviam sido cogitados para o cargo do Timão: Jair Picerni, ex-Palmeiras, Muricy Ramalho, treinador do São Caetano e Mário Sérgio, ex-Atlético-PR. Desses, apenas o último participou de três reuniões com a diretoria, mas desistiu do cargo. Junto com o novo comandante do time alvinegro, assume também o auxiliar técnico Cléber Xavier, homem de confiança do técnico gaúcho, além de Joel Cornélio para fazer parte da comissão. Os jogadores da equipe aprovaram a escolha da diretoria. Tite, agora treinador do Corinthians, enfrenta seu primeiro e grande desafio dentro do clube: mostrar uma boa partida contra o São Paulo no domingo (30), no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro e acalmar os ânimos da torcida da Fiel que não agüenta mais a péssima campanha que o Timão tem feito no último ano.
Mas ontem à noite, apesar do resultado aparentar um controle absoluto do time do Cuca, eu diria que deu pra suar a camisa em determinados momentos do jogo. E isso abre minha tese sobre futebol: quando um determinado time é muito superior ao outro, não aproveita as chances que tem para humilhar o adversário e convencer sua torcida. Primeiro de tudo: o São Paulo entrou em campo sossegado demais, deu chances do Táchira atacar sem marcação alguma, e com três zagueiros que, diferente do que o próprio Cuca disse, não estavam nem um pouco bem postados em campo. Tomamos um gol aos 6 e, se não fosse o milagreiro Ceni, poderíamos estar com um gostoso 2 a 0 contra em menos de 10 minutos de bola rolando. Aí eu queria ver se o Luís Fabiano e o Grafite iriam ter a mesma displiscência que tiveram nos inúmeros gols perdidos pelo São Paulo no segundo tempo. Meu, se tá tão fácil assim fazer gols no outro time, mete logo uns 10 e sai com uma moral ainda mais elevado do jogo! E é aí que entra minha tese citada acima: na NBA, por exemplo, por melhor que sejam os Lakers e um de seus principais astros, Kobe Bryant, eles não perdem a oportunidade de massacrar um adversário de baixo nível técnico. Pelo contrário, metem uma sacolada de mais de 40 pontos de diferença, e o Kobe é o cestinha quebrando seu recorde pessoal de pontos. Por que? Porque o profissionalismo fala mais alto, o que estranhamente aqui é traduzido em displiscência e estrelismo. Não que um jogador da NBA não se ache, mas lá a maneira que ele encontra de ser o estrelinha do esporte é jogando no limite, dando o máximo em quadra. E ontem, na Venezuela, faltou ao São Paulo dar o seu máximo, e por pouco que não se complicou contra um oponente ridículo. Taça Libertadores da América Tricolor goleia e vai pra semi-final Atuando no estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal-VEN, o São Paulo não foi brilhante. E nem precisou. Mesmo jogando pro gasto, como se costuma dizer, goleou o fraco Deportivo Táchira por 4 a 1 e garantiu vaga nas semi-finais da Taça Libertadores da América. Na partida de ida, o time do Morumbi já havia construído uma boa vantagem de 3 gols. Apesar da tranqüilidade que Cuca teve a partir do segundo tempo, a equipe paulista tentou até onde pôde se complicar diante dos venezuelanos. Logo aos 6 minutos de bola em jogo, a zaga são-paulina vacilou e Paniguti deu uma bicicleta meio esquisita pra marcar um golaço. Aos 10, Beraza desviou de cabeça e a bola morreu primeiro no travessão e em seguida, no rebote, o mesmo Beraza cabeceou para um verdadeiro milagre de Rogério Ceni, evitando o segundo gol venezuelano. O susto acordou parcialmente o time brasileiro e aos 22 veio o empate. Nery lançou pra Fabiano, ele deixou a bola passar entre as pernas pra Grafite sair na cara do gol e só desviar de Sanhouse, empatando a partida. No primeiro tempo, o São Paulo ainda teve duas boas chances de ampliar, uma com Luís Fabiano e outra com Cicinho. Nas duas o arqueiro venezuelano desviou pra linha de fundo. Na segunda etapa, o time de Cuca continuou em ritmo de treino, mas com a expulsão de Vielma pelo lado venezuelano, a partida que já era fácil tornou-se mais tranqüila ainda. Porém foi o Táchira quem teve a primeira grande oportunidade aos 12 minutos. Rogério Ceni entrou em ação novamente e com duas intervenções em seguida, salvou o time do Morumbi. Dois minutos mais tarde, veio o gol da virada brasileira. Cicinho fez boa jogada pela direita e cruzou pra trás, pegando Luís Fabiano (foto) sozinho para assinalar o seu primeiro gol em Libertadores fora do Morumbi. 2 a 1. Aos 22, foi a vez de Gustavo Nery ampliar pra 3 a 1, e o mesmo Luís Fabiano fechou a conta aos 43, avançando livre de marcação e tocando na saída de Sanhouse. O Tricolor espera o adversário da semi-final que sairá do vencedor de hoje à noite no duelo entre Santos e Once Caldas, na Colômbia. No jogo de ida, empate em 1 gol. Na outra semi-final, rola o esperado clássico argentino entre River Plate e Boca Juniors. Copa do Brasil Ramalhão perde e torcida não comparece Foto: Agência Futebol Interior
Debaixo de um frio que marcava 8º e com cerca de apenas 600 torcedores na arquibancada do Pacaembu, o Santo André perdeu por 4 a 3 do XV de Novembro de Campo Bom-RS, pelas semifinais da Copa do Brasil, nessa quarta-feira (26). Dessa vez, Péricles Chamusca adotou o esquema 4-4-2 e não contou com o futebol de Ramalho e Élvis que foram suspensos na última partida. No lugar, entraram Marquinhos e Tássio, jogador que marcou o gol decisivo contra o Palmeiras nas quartas-de-final. A partida. Jogando fechado e abusando na marcação, o adversário intimidou o Ramalhão com a tradicional "pegada gaúcha" levando o time do ABC a errar muitos passes. A jogada de bola área, especialidade do time de Péricles Chamusca, foi usada dessa vez pelos gaúchos. Tanto que aos 21 minutos do primeiro tempo, Bebeto fez o primeiro para a equipe de Campo Bom. O jogador subiu totalmente livre de marcação e bateu de cabeça no canto direito do gol de Júnior que não teve reação. De pés atados, o Ramalhão viu a oportunidade de empate aos 32 minutos ainda da primeira etapa. Romerito foi empurrado por trás pelo zagueiro Luiz Oscar dentro da área, o juíz Marcio Rezende marcou penalidade máxima e Barbieri fez uma boa cobrança abrindo a contagem para o time andreense. Ao invés do time do ABC reagir no segundo tempo, tomou três gols relâmpagos, outra especialidade do Santo André. Aos 6, Dauri marcou de cabeça. O jogador se infiltrou no meio do sistema defensivo da equipe andreense e fez livre de marcação. Dois minutos depois, em uma falha do goleiro Júnior, Patrício chutou de fora da área de esquerda marcando o terceiro para o XV de Novembro. Aos 12 minutos, Péricles tirou Barbieri e colocou o jovem Makanaki, que deu mais velocidade ao jogo. Aos 13 minutos, Bebeto repetiu a dose e marcou o segundo gol de sua autoria na partida. Mais uma vez, subiu sozinho na área e fez de cabeça. Foram três gols da equipe gaúcha em menos de oito minutos. Aos 15, o Santo André começou a esboçar reação: Tássio chutou forte de primeira no canto direito, diminuindo a vantagem do XV. Vendo a reação do seu time, Péricles Chamusca pediu do banco de reservas para a equipe acreditar que dava para reverter. O Ramalhão voltou a jogar com dois zagueiros como nas últimas partidas. Parece que os jogadores ouviram: aos 24 minutos, Osmar diminuiu a diferença aproveitando uma bola que estava praticamente perdida de Sandro Gaúcho. O atacante alcançou a bola com o pé direito e a enfiou pra dentro do gol de Pitol. Demontrando ansiedade o próprio Osmar, importante peça do time do ABC, recebeu cartão vermelho e foi expulso após ter dado uma cotovelada em Perdigão. Tentaram, mas dessa vez não deu pra virar. O jogo terminou com o placar de 4 a 3 para o time gaúcho que mostrou um bom futebol e planejamento tático. "O resultado não foi bom e o time não jogou bem, mas temos a plena convicção de que podemos reverter o placar. O jogo de volta vai ser em um campo neutro, como aqui, e vamos ter a volta de Ramalho e Élvis", disse Péricles Chamusca na entrevista coletiva depois do jogo. No jogo de volta, que acontece dia 9 de junho, o único representante paulista do Campeonato precisa vencer por uma diferença de dois gols para conquistar a vaga para a final. A decisão será realizada no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, já que o campo do XV de Novembro também não comporta 20 mil torcedores, como previsto no Regulamento. Brasileirão. Depois de ceder um empate para o Remo-PA nos acréscimos, em partida válida pelo Brasileirão da Série B, o Ramalhão joga antes contra o Joinville no próximo sábado (29) em busca da vitória para tentar conseguir um saldo positivo na tabela. O time permanece com -6 pontos na classificação.
E nós? Quando é que vamos dar uma surra neles? O meu Azulão até que fez uma boa partida ontem, teve uma chance com o Gilberto no final - ai, meu filho, como você conseguiu perder aquele gol? - mas nos pênaltis parece que o Boca e todos os times argentinos já transmitem uma sensação de derrota aos cobradores daqui. E olha que ontem não era nem aquele maldito Córdoba que tava no gol. Era esse tal de Abbondanzieri que além de pegar pênalti, fez o seu também. Será que os brasileiros têm medo dos argentinos? O Marcelo Mattos, coitado, tremia tanto que mal acertou o gol, chutou por cima uma campanha heróica do São Caetano que veio da repescagem e quase desbancou o bicho-papão desse torneio. Mas de novo ficamos no quase. Isso nunca vai mudar? Taça Libertadores da América Pra variar, deu Boca Não adiantou nem jogar fora do La Bombonera. Atuando em Avellaneda, no estádio do Racing, devido à interdição do seu tradicional palco, o Boca Juniors fez mais uma vítima brasileira em Taça Libertadores da América ao eliminar o São Caetano, ontem à noite, nos pênaltis, e ficar com uma das vagas para as semi-finais da competição. No tempo normal a partida ficou no 1 a 1. Igualdade que já havia ocorrido no jogo de ida, em São Caetano do Sul, quando o confronto terminou sem gols. O time do técnico Muricy Ramalho fez até uma bela partida, com chances inclusive de vencer. Foi o Azulão quem abriu o placar com Gilberto, sofrendo mais tarde o empate que veio dos pés de Barijho. Mas nas penalidades prevaleceu a tradição porteña no torneio sul-americano, que fez 4 das 6 cobranças batidas, enquanto que os visitantes anotaram apenas 3 vezes. É o quarto ano consecutivo que o Boca elimina uma equipe brasileira. Em 2000 e 2001, bateu o Palmeiras, e em 2003 a vítima foi o Santos. O jogo. Diferente do que muitos argentinos imaginavam, o São Caetano jogou bem e teve uma ótima oportunidade de abrir o placar logo aos 3 minutos. Gilberto avançou e chutou forte. O goleirão Abbondanzieri ainda tocou na bola antes que ela batesse no travessão, assustando a fanática torcida porteña. A resposta do Boca veio com a ajuda de Anderson Lima. O lateral tentou recuar com o peito para Silvio Luiz, e deixou a bola de graça para Schelotto, que acabou chutando por cima do gol brasileiro. Já na segunda etapa o Boca tentou acelerar o ritmo da partida, mas sofria com os contra-ataques bem encaixados pelo Azulão. Em um deles, aos 12, Fabrício Carvalho ajeitou para Gilberto, que ainda driblou o zagueiro Burdisso antes de tocar no canto direito de Abbondanzieri. Sete minutos depois, porém, os argentinos empataram. Barijho, que acabara de entrar, recebeu passe de Tevez (foto) e bateu no canto de Silvio Luiz, levantando a torcida argentina. O mesmo Barijho, aos 39, foi derrubado dentro da área por Serginho, mas ao invés do pênalti, o árbitro Carlos Amarilla deu cartão amarelo pro atacante, alegando que ele teria simulado a falta. O Azulão poderia ter tido outra sorte já no finalzinho do jogo. Aos 41 minutos, Lúcio Flávio bateu de fora da área, a bola desviou em Schiavi, e sobrou na marca do pênalti para Gilberto, que fez o mais difícil e chutou por cima do gol porteño. Não deu mais tempo de lamentar, e a decisão foi mesmo para a marca da cal. Competência. Silvio Luiz pegou, de cara, a cobrança de Schelotto, e Anderson Lima deixou o Azulão em vantagem. Na segunda série, Schiavi marcou e Lúcio Flávio teve a cobrança defendida por Abbondanzieri, que também pegou a terceira, feita por Fabrício Carvalho. Donnet fez, deixando o Boca em situação favorável. Na quarta série, Barijho e Gilberto concluíram em gol. Quando a torcida argentina já preparava a festa, Cascini chutou pra fora e Warley igualou tudo em 3 a 3. Mas não deu muito tempo do Azulão sorrir. O goleirão Abbondanzieri fez a primeira cobrança alternada, mas na vez de Marcelo Mattos, o chute saiu por cima do travessão, e o Boca mais uma vez riu por último no confronto diante de brasileiros. Os argentinos podem fazer uma semi-final caseira, caso o River Plate passe pelo Deportivo Cáli, hoje à noite. No primeiro duelo, vitória do River por 1 a 0. Agora a casa caiu ... alguém salve o Corinthians!
Sai Oswaldo, entra Mário Sérgio Oswaldo de Oliveira não resistiu às péssimas campanhas e principalmente atuações do Corinthians tanto no Brasileiro quanto na Copa do Brasil. No seu lugar chega Mário Sérgio, que já dirigiu o Timão em outras três oportunidades, levando o time de Parque São Jorge à semi-final do Brasileiro de 1993. Apesar de não ter sido apresentado oficialmente, Mário Sérgio já é dado como certo no comando alvi-negro. A descassificação perante o Vitória na Copa do Brasil, e as goleadas sofridas para Palmeiras (4 a 0) e Atlético-PR (5 a 0) no Brasileirão enfureceram a Fiel torcida, que pediu o pescoço do treinador Oswaldo de Oliveira, e do vice-presidente de futebol do time, Antônio Roque Citadini. Aparentemente, Citadini fica, mas não no comando do futebol da equipe, que passa ao controle do recém-chegado Paulo Angioni. Já Oswaldo foi demitido via telefone logo após o vexame do domingo passado. Nessa sua última conturbada passagem pelos lados do Parque São Jorge, Oswaldo somou apenas cinco vitórias, três empates e oito derrotas. Entre o céu e o inferno
Agora teremos o surpreendente XV de Novembro pelas semi-finais da Copa do Brasil, tendo de jogar no Anacleto Campanella. Vamos lá, hein, torcida andreense! Nada de ficar com medo do frio, é hora de lotarmos os estádios e apoiarmos nosso Ramalhão enquanto permanecermos com um sonho de título vivíssimo no coração. Mas só um alerta: já fizemos um belo alarde na Copa do Brasil, eliminamos times de peso como Atlético-MG, Guarani e Palmeiras. Só que caso tenhamos a péssima desclassificação ou agora contra o XV, ou na final, diante de Flamengo ou Vitória, voltaremos à dura realidade que cerca nosso Santo André: uma campanha de saldo ainda negativo, a enorme possibilidade de rebaixamento (e não adianta dizer que o campeonato ainda está no começo, porque vai ser complicado) e o pior de tudo: nem sinal da CBF devolver nossos pontos. Diz a lenda que o problema do Ramalhão não foi com o BID... Brasileirão - Série B Santo André cede empate e se complica
Depois da surpreendente vitória contra o Palmeiras pela Copa do Brasil, o Santo André não conseguiu ganhar na Série B do Campeonato Brasileiro. O time do ABC empatou com o Remo-PA por 2 a 2 na casa do adversário, no estádio Baenão, em Belém. Péricles Chamusca, que nasceu em Salvador e já comandou as duas principais equipes baianas, manteve o esquema 3-5-2 que vem sendo utlizado desde a vitória sobre o Ceará, mas que desta vez não funcionou. A equipe andreense vive uma contradição: apesar de estar muito bem na Copa do Brasil, é o lanterna do Brasileiro da Série B. Há dez dias, a CBF tirou 12 pontos do Ramalhão por ter escalado jogadores irregulares fazendo com que caíssem para a última colocação na tabela, com 8 negativos (-8). Com o empate conquistado nos acréscimos, o Remo complicou a situação do time que precisa ganhar todos os jogos para se ver livre do rebaixamento. Nos acréscimos. Ainda novato, o time do ABC atuou pela primeira vez na região Norte do País. Logo aos 4 minutos, Sandro Gaúcho (foto) inaugurou o marcador. O jogador recebeu cruzamento e marcou de calcanhar. Ainda no primeiro tempo, o Ramalhão ampliou o placar: Dedimar cruzou e Romerito fez de cabeça, confirmando a habilidade do time andreense no jogo de bola parada. O Santo André deixou o campo confiante na conquista de três pontos importantes para começar a sair do saldo negativo. Pura ilusão. Ilusão que perdurou até os 40 do segundo tempo. Helinho do Remo apareceu e acabou com o sonho do Ramalhão. O jogador fez dois gols em seis minutos: empatou e, nos acréscimos, chutou de fora da área para desespero da torcida do ABC. Na sexta rodada, agora com seis negativos (-6), o Santo André pega o Joinville, no ABC, dia 29. Antes, joga contra o XV de Novembro, na quarta-feira (26) em São Caetano, pela Copa do Brasil. Para a semi-final e final, a CBF obriga através do regulamento do torneio que os estádios tenham a capacidade mínima de 20 mil lugares. Como o Bruno Daniel não comporta esse público, o Ramalhão utilizará o Anacleto Campanella no confronto contra o time gaúcho.
Joinville-SC 2 x 1 Mogi Mirim
Furacão faz estrago no Corinthians O Furacão paranaense deixou um rastro de cinco gols contra o Timão em pleno Estádio do Pacaembu, em São Paulo. O jogo, válido pelo Campeonato Brasileiro, afundou ainda mais o time paulista que já estava fragilizado com a eliminação da Copa do Brasil. Com esse resultado, o Corinthians ficou com sete pontos e desagradou a torcida que invadiu o campo indignada. O massacre. Depois da derrota contra o Vitória, o Corinthians entrou abatido em campo. Aproveitando a apatia do adversário, o Atlético-PR investiu na marcação forte e abriu a goleada aos 25 minutos da primeira etapa. Illan passou para Jadson que bateu de primeira, fazendo 1 a 0. O próprio Jadson, três minutos depois, chutou cruzado do meio da área e fez o segundo do Atlético. Depois dos dois primeiros gols, a equipe paranaense sentiu-se em casa e dominou o jogo. Aos 35 minutos, Dagoberto aproveitou o desespero corintiano e bateu cruzado com chute indefensável para Fábio Costa. Com o marcador somando três para o adversário, a torcida da Fiel já xingava o técnico Oswaldo de Oliveira de burro. No segundo tempo, Oswaldo colocou Zé Carlos e Piá, no lugar de Renato e Wendell. Mesmo assim, o técnico não conseguiu conter a fúria de Jadson que marcou o seu terceiro na partida aos 14 minutos com uma cobrança de falta no ângulo. Nem a fúria de Jadson, nem a da torcida corintiana: um torcedor alvinegro invadiu o campo e agrediu o goleiro Fábio Costa, que revidou. Na decorrer da partida, mais três pessoas invadiram o gramado. Enquanto isso, na arquibancada, a polícia tentava manter a ordem na Fiel. De costas para o campo, os torcedores do Timão nem chegaram a ver o gol que deu o enlace ao vexame corintiano. Aos 41 minutos, Dagoberto recebeu de Raulen e só completou a jogada dando o golpe final no time do Parque São Jorge. Depois da partida, cerca de oitenta torcedores protestaram contra o vexame na saída do vestiário. "A torcida tem todo o direito de protestar, mas sem violência. O time fez uma péssima partida", confessou o goleiro corintiano Fábio Costa na entrevista coletiva. No domingo (30), o Corinthians enfrenta o terceiro colocado, São Paulo, às 16 horas, no Morumbi. São Paulo perde invencibilidade para Raposa O tricolor era o único time invicto do Campeonato Brasileiro, até hoje. O Cruzeiro meteu dois gols contra um da equipe paulista no Mineirão e jogou o São Paulo, desfalcado, da primeira para a terceira colocação. O confronto. A Raposa, que já havia ganhado do Palmeiras no último final de semana, repetiu a dose contra o São Paulo na estréia de Emerson Leão. O marcador começou a funcionar aos 15 minutos do primeiro tempo. Em uma jogada ensaiada, Jardel bateu forte e rasteiro no canto direito do gol de Rogério Ceni. Quinze minutos depois, o artilheiro do Campeonato Dudu garantiu mais um gol para a sua coleção com uma jogada rápida. O atacante celeste recebeu de Jardel e tirou o goleiro são paulino totalmente do alcance da bola. Sem Luís Fabiano e Gustavo Nery, o time de Cuca voltou melhor na segunda etapa da partida marcando um gol aos 10 minutos. Gabriel, que ainda não havia feito o seu no Campeonato, limpou a defesa cruzeirense e chutou de fora da área marcando um golaço e diminuindo a diferença no placar. Diferença que permaneceu até o final do jogo garantindo a vitória do Cruzeiro. "A gente tem que saber conviver com a derrota. Hoje era um risco porque a equipe estava desfigurada", explicou-se o técnico Cuca na coletiva de imprensa. Agora o São Paulo pega o Corinthians no domingo (30) às 16 horas, em casa. Antes disso, enfrenta o Deportivo Táchira na quarta-feira (26) pela Taça Libertadores da América. Na partida de ida, o tricolor bateu os venezuelanos por 3 a 0, e pode perder por até 2 gols de diferença que garante a vaga na semi-final da competição. Macaca vence na despedida de Estevam Soares Foto: Pelé.net
A Ponte Preta, que não marcava gols há dois jogos no Brasileirão, fez um hoje através de André Cunha, e é um dos times que está na ponta da tabela com 14 pontos conquistados. Pior para o Paraná Clube, que jogando em casa viu seu adversário sair de campo vitorioso, e permanece com 10 pontos somados na competição. A bela campanha que a Ponte vem fazendo nesse campeonato credenciou o técnico Estevam Soares (foto) a fazer suas malas e ir para São Paulo, onde assumirá amanhã o comando do Palmeiras. Apesar do jogo fraco que ambas as equipes fizeram no primeiro tempo, coube aos donos da casa recepcionarem os visitantes com algumas chances de gol desperdiçadas que custariam caro mais tarde. Aos 45, Vânder acertou o único contra-ataque da Ponte em toda a etapa inicial e rolou pro lateral André Cunha completar. 1 a 0 pra Macaca. Já no segundo tempo, quem brilhou foi o goleiro Lauro, da Ponte. Além de se fechar ainda mais diante das ofensivas paranaenses, quando os jogadores da casa venciam a marcação campineira quem aparecia era o arqueiro pontepretano, que segurou o placar com ótimas defesas e garantiu os três importantíssimos pontos conquistados fora de casa pela Macaca.
Não foi um começo de trabalho que o recém-chegado Zetti esperava. Em seu primeiro desafio no comando bugrino, o treinador viu sua equipe perder de 2 a 0 para o Juventude, em Caxias, e cair pra zona de rebaixamento. Com os mesmos cinco pontos do Vasco, o time de Campinas leva desvantagem no saldo de gols. Da Silva foi o nome do jogo no Estádio Alfredo Jaconi. Fez o primeiro gol aos cinco do primeiro tempo, e fechou o marcador aos 29 da etapa complementar. Pelo lado burgrino, Viola viu-se isolado no ataque, e aguarda a estréia de Sandro Hiroshi, recuperado de uma contusão no joelho e que deve estrear em Campinas na rodada seguinte, diante do Paraná Clube. Os gols. Logo com 5min de bola rolando, Marcelo cruzou da direita e Da Silva completou tranqüilamente para o gol defendido por Jean. Já no segundo tempo, o gol que selou a vitória do Juventude saiu novamente dos pés de Marcelo e Da Silva. O primeiro bateu forte, e no rebote de Jean, o atacante gaúcho finalizou sem chances para o arqueiro do Guarani. 2 a 0 que levam o Bugre para a incômoda 21ª colocação da tabela.
O Azulão entrou no campo do Anacleto Campanella com um time cheio de novidades. Tendo em vista o duelo contra o Boca Juniors na terça-feira, o técnico Muricy Ramalho preferiu poupar seus principais jogadores, e mesmo assim viu sua equipe bater o Vasco da Gama por 3 a 2, e alcançar os 11 pontos ganhos (com um jogo a menos). Euller (45'/1ºT), Fábio Baiano (14'/2ºT) e Lúcio Flávio (19'/2ºT) foram os autores dos gols do São Caetano. Alex Alves (6'/2ºT) e Valdir (29'/2ºT) descontaram para os cariocas, que favorecidos pela derrota do Guarani, saíram da zona de rebaixamento. Ocupam a 20ª posição na tabela. Na próxima rodada, os paulistas vão até Porto Alegre pegar o Grêmio no Estádio Olímpico. O confronto está marcado para as 16 horas do domingo. Libertadores. o Azulão joga contra o Boca Juniors por dois resultados. A vitória por qualquer placar, obviamente, e o empate de 0 a 0, que pode não ser tão bom assim mas também não elimina o time do ABC, levando a decisão para os pênaltis. No jogo de ida, em São Caetano do Sul, a partida terminou sem gols.
O Palmeiras goleou o Santos por 4 a 0 na Vila Belmiro, chegou aos 11 pontos no Brasileiro, e recuperou-se da eliminação surpreendente frente ao Santo André no meio da semana, pela Copa do Brasil. A defesa palmeirense aliás, tão criticada nesse jogo por ter tomado 4 gols em bolas aéreas, hoje foi perfeita, e neutralizou a chuva de cruzamentos que os santistas tentaram durante toda a partida. Agora o Verdão volta a jogar sábado, no reencontro com sua torcida dentro do Palestra Itália, diante do Coritiba. Já o Santos pega o Atlético-MG no domingo, mas antes do Brasileiro, tem o duelo decisivo com o Once Caldas pela Libertadores. Na partida de ida o Peixe empatou em 1 a 1 dentro da Vila. O clássico. Vanderlei Luxemburgo botou seu time em campo sem as três principais estrelas: Diego, Robinho e Renato, poupados para o jogo de quinta-feira contra os colombianos do Once Caldas. No lado alviverde Marcos deu lugar a Sérgio, já que está treinando com a Seleção Brasileira. O Santos partiu pra cima e não deu chances ao Palmeiras até os 11 minutos, quando Pereira foi expulso. Ele era o último homem cobrindo a zaga santista, e após perder na corrida para Muñoz, puxou o colombiano pela camisa e foi mais cedo pro chuveiro. Pra piorar o problema de Luxemburgo, o Verdão abriu o placar dois minutos após a expulsão do zagueiro santista. Magrão lançou bem a bola pra Vágner, que ainda driblou o goleiro Júlio Sérgio antes de tocar pras redes. 1 a 0. O jogo ficou quente, e os cartões começaram a sair para os dois times. Aliás, só no primeiro tempo foram cinco amarelos aplicados pelo árbitro Wilson Seneme, além do vermelho de Pereira. A melhor chance do Santos veio aos 26 minutos. Basílio completou de primeira o cruzamento de Claiton, e Sérgio foi buscar no ângulo, espalmando pra escanteio. Aos 30, foi a vez de Magrão pegar um belo voleio que tirou tinta do travessão santista. No minuto seguinte, Baiano levou a bola até a área alvinegra e se jogou na saída de Júlio Sérgio. O juiz marcou pênalti, que Muñoz concluiu com perfeição, fazendo 2 a 0 pro Verdão. Pra segunda etapa, o Santos veio com Robinho, que já entrara no lugar de Basílio ainda no primeiro tempo, além de Diego e Renato, que substituíram Lopes e Elano. O que era pra dar um gás maior ao time praiano de nada adiantou. Diego pouco fez, Robinho só tentou, e Renato nem apareceu. Melhor pro time do Parque Antártica, que ainda fez mais dois. Aos 18min, Vágner Love recebeu na entrada da área e bateu firme no canto esquerdo de Júlio Sérgio. 3 a 0. Aos 31, Élson, que entrara no lugar de Adãozinho, fez um gol parecido com o de Vágner. Recebeu e chutou no mesmo lado do goleirão santista para fechar a goleada. Comando novo. A segunda-feira deve ser marcada pelas comemorações no Palmeiras, graças à goleada aplicada no Santos, e provavelmente pela chegada de um novo técnico. Estevam Soares, que vem conduzindo a Ponte Preta, deve se apresentar às 14h no Parque. |
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