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Ramalhão se despede do ABC ainda com chances
Hoje o Santo André fez, teoricamente, sua última partida pela série B jogando em casa. Ou quase em casa. Por estar em reformas, o Bruno Daniel não pôde ser utilizado, e a vitória de 2 a 0 diante do São Raimundo (AM) foi celebrada no Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. Sandro Gaúcho (foto) e Rafinha marcaram para os andreenses. A equipe afastou de vez a possibilidade de cair para a terceirona, alcançando os 29 pontos na 13ª colocação. E o melhor: com remotas possibilidades, o time pode ir para sua última partida na fase de classificação ainda sonhando com uma vaga. Mas pra continuar ao menos na esperança, a reza da equipe já começa amanhã. A Portuguesa não pode vencer o Londrina em hipótese alguma. Se o fizer, o último jogo do Santo André, dia 25, contra o Santa Cruz (na casa do adversário), servirá apenas para cumprir tabela. Se não tivesse perdido os 12 pontos no STJD, a equipe estaria com 41 pontos, na 3ª posição da tabela, e classificadíssima à etapa seguinte da segundona. Como a realidade do Ramalhão não é essa, resta torcer, rezar e fazer figa. Tudo isso e um pouco mais.
Faltou futebol, sobrou cartão No duelo dos santos entre São Paulo e São Caetano, cordialidade não foi bem o adjetivo que qualificou a disputa das duas equipes em suas estréias dentro da Copa Sul-Americana. Um gol pra cada lado. Três cartões amarelos pra cada um dos times. A expulsão de Anderson Lima, no lado do Azulão. Fora a arbitragem confusa da árbitra Silvia Regina de Oliveira. Ou seja, um jogo longe de ser agradável apesar da disputa acirrada. Com isso, em 9 jogos realizados entre as duas camisas, o São Caetano lidera com folga: 4 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota. E uma defesa que levou somente 3 gols do tricolor em todos esses confrontos. O time do Morumbi tenta um triunfo sobre seu carrasco do ABC na quarta-feira, às 21h40, dentro de seu estádio. É o jogo de volta, onde um novo empate fará com que a vaga para a próxima fase seja resolvida nos pênaltis. Se alguma das equipes sair vencedora, independente do placar, estará lá. O São Paulo perdeu uma ótima chance de marcar com o zagueiro Lugano, logo no começo do jogo. Cicinho bateu falta e o uruguaio cabeceou sozinho, em cima de Silvio Luis. No rebote, ele chutou desequilibrado e lamentou a oportunidade desperdiçada. Como castigo, seu companheiro de posição, mas adversário do jogo, Gustavo, marcou de cabeça aos 35. Anderson Lima cobrou escanteio e o defensor do Azulão subiu mais que Fabão para testar firme no fundo das redes de Rogério Ceni. 1 a 0. Pra segunda etapa, Leão tirou Jean e colocou Rondón em campo. Mas quem marcou o gol de empate foi Grafite, aos 27. Danilo cruzou da direita e o atacante se antecipou à saída de Silvio Luis pra cabecear tranqüilamente, igualando tudo no Anacleto Campanella. Até o apito final da árbitra Silvia Regina, que se perdeu em diversos momentos de tensão entre alguns jogadores dos dois lados, a única "novidade" foi a expulsão do lateral Anderson Lima. Sim, as aspas são irônicas.
Tá certo que a Copa Sul-Americana não é lá o torneio mais emocionante do calendário futebolístico. Tudo bem que o técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, deixou bem claro que a competição não é a prioridade pra o seu time. E todo mundo sabe que não é do Flamengo que se espera um espetáculo de bola. Mas o empate em 0 a 0 das duas equipes deixaram qualquer torcedor que esteve presente na Vila Belmiro, santista ou rubro-negro, com uma única sensação: sono, muito sono! Pra tentar reverter a má impressão deixada no duelo de hoje, Santos e Flamengo voltam a se enfrentar na próxima quarta (22), às 21h40, no Maracanã. Nova igualdade no placar leva a disputa para as penalidades. Quem vencer, avança à próxima etapa da fase brasileira do campeonato. Foi do Mengo a primeira boa chance do jogo, aos 10 minutos. Felipe enfiou a bola pra Jean, mas o atacante desperdiçou batendo pra fora. O troco dos paulistas saiu cinco minutos depois, quando Preto Casagrande invadiu a área, bateu cruzado e viu a bola bater no pé da trave direita de Júlio César. Sem motivação no jogo, o Peixe viu Júnior Baiano testar o goleiro Mauro, aos 38, obrigando o arqueiro a fazer dificílima defesa após desviar de cabeça um cruzamento vindo do lado direito. Aos 43, porém, o time da Gávea mostrou porque não está numa de suas melhores fases. Ibson, na pequena área, conseguiu chutar por cima do travessão o rebote de Mauro. Felipe ainda tentou um chute no final da primeira etapa, mas desta vez o goleirão santista trabalhou bem, e espalmou pro lado. Só mexendo mesmo! Se a torcida do Peixe esperava uma reação imediata para a etapa complementar, passou o começo do segundo tempo na mesma letargia que atingiu a equipe dentro de campo. A coisa tava tão feia na Vila, que aos 27 minutos, pra não pegar no sono o próprio Luxa sacou Lelo e Marcinho e colocou Ricardinho e Elano, dando outra movimentação ao time. Tentou também mexer no ataque, tirando Luís Augusto e promovendo a entrada de William. Mas o Santos só assustou Júlio César aos 42, quando Ricardinho chutou com precisão mas o arqueiro carioca estava atento, e evitou assim que o placar saísse do zero. Azar de quem foi assistir o jogo.
O verde ofuscou no Pacaembu
É, nem sempre se ganha de um time como o Santos por 4 a 0, como o Palmeiras havia feito no primeiro confronto dos times neste Brasileiro. E na Vila, ainda! Hoje, atuando no Pacaembu, o Verdão teve de se render aos líderes do campeonato e enxergar ao final do jogo o placar brilhando um 2 a 1 para os visitantes, que devolvem a derrota do 1º turno e, de quebra, permanecem na ponta da tabela de classificação com 55 pontos. O alviverde, por sua vez, continua na 7ª colocação, com 48. E continuam também sem vencer. Já são 5 partidas sem que a torcida palmeirense saia do estádio cantando o hino do clube. Desafios complicados para ambos na próxima rodada. No sábado, o Santos recebe o Atlético-MG, que luta para não cair, na Vila Belmiro. O Palmeiras joga no domingo, contra o Coritiba, no Couto Pereira, em Curitiba. As duas partidas começam às 18h. O ataque dos 69 gols. Com um poder de fogo como o do Santos, não foi tarefa das mais fáceis para o goleiro Sérgio segurar bombas como as de André Luís, que soltou a primeira aos 20 minutos. Mas o zagueiro palmeirense Gabriel poderia ter mudado a história do jogo, se em duas cabeceadas - uma aos 17, e outra aos 32 - não tivesse desperdiçado ambas as chances. Na primeira, sozinho, ele mandou pra fora. Em seguida, acertou o travessão do goleiro Mauro. Diante do perigoso esquadrão da Vila Belmiro, isso é fatal. Tanto que em cinco minutos o time marcou seus dois gols no jogo. Aos 40, bela troca de passes na área palmeirense, e Robinho rolou para Deivid chutar cruzado. 1 a 0. No minuto final do primeiro tempo, foi a vez de Elano receber na mesma posição de onde saiu o primeiro gol santista para ampliar. Também batendo forte e cruzado o meia marcou 2 a 0 no placar do Pacaembu. Entrando no segundo tempo com dois gols desfavoráveis, o Verdão teve a oportunidade de empatar aos 40 segundos. Osmar, porém, errou. E só conseguiu acertar quando já era tarde demais, aos 37. 2 a 1. Mas nem a expulsão de Zé Elias dois minutos mais tarde deram ao Palmeiras perspectivas de alterar o resultado do jogo. O único aspecto positivo para o técnico Estevam Soares foi ver o recém-chegado Osmar marcar seu 7º gol em oito partidas com a camisa alviverde.
12 jogos sem perder, 52 gols marcados e a co-liderança do campeonato ao lado do Santos. Tem jeito de encarar um time com esse currículo, lá no estádio deles? Difícil? O Corinthians que o diga. Tentando dar o troco no Atlético-PR pela derrota de 5 a 0 no 1º turno, a equipe paulista levou mais 3 gols pra sacola, e descontou com apenas um, marcado por Renato. 3 a 1 contra, a queda da 7ª para a 8ª colocação, e o sonho de entrar no "Grupo da Libertadores" sendo adiado temporariamente. Não é o "Ivan", é o Furacão da Arena! Com todo o respeito pelo acontecimento trágico no Caribe, mas aqui em Curitiba um outro fenômeno está passando por todos os estados brasileiros. Uma campanha formidável no segundo turno botam o Atlético lado a lado com o Santos. Se bem que hoje o furacão demorou para passar pela Arena da Baixada, isso devido à bela partida que o Corinthians disputou. Marcação firme, contra-ataques rápidos e toque de bola consciente, ao menos no primeiro tempo. Aos 25, Jô perdeu a melhor chance da equipe paulista, chutando pra fora cara a cara com o goleiro Diego. Mas na etapa complementar só deu Atlético. Logo aos 9, Dagoberto cobrou falta pela esquerda e Váldson tratou de facilitar a vida dos atacantes paranaenses. Tentando cortar de cabeça, ele jogou contra o próprio gol e matou Fábio Costa na jogada. 1 a 0 Furacão. O empate corintiano veio logo. Quatro minutos depois de levar o gol, Renato subiu de cabeça e igualou o placar. 1 a 1. Aos 24, Váldson apareceu novamente para ajudar os donos da casa. Fez falta na meia-lua da grande área. Praticamente um pênalti para um cobrador como Jádson, que botou a bola no ângulo de Fábio Costa. 2 a 1. Pra fechar a conta, Váldson (sempre ele!) fez pênalti bisonho em Washington, que bateu pra marcar seu 17º no torneio. 3 a 1, sem chances de reação para os paulistas, que na rodada seguinte terão o clássico contra o São Paulo, domingo, no Morumbi. O jogo é às 16h.
No lado paranaense, Cristian e Galvão fizeram os gols que deram à equipe 29 pontos. Favorecidos pela derrota do Botafogo, o time pulou da lanterna para a 22ª posição. Na próxima rodada, uma briga de dois desesperados. Paraná e Guarani se enfrentam no Pinheirão, em Curitiba, no sábado. O jogo acontece às 16h. E a Ponte, hein? Bom, a Macaca tenta pôr a casa em ordem contra o forte Juventude, que nesta rodada perdeu para o Bugre, outro time de Campinas. A partida rola no domingo, no Estádio Alfredo Jaconi, às 16h.
Bye, Bye, lanterna! O Guarani passou por cima do "já ganhou" e conseguiu derrotar o Juventude, até então quarto colocado, por 3 a 1, ontem, em casa. Para manter a distância do úlimo lugar, os campineiros dependem da arqui-rival Ponte Preta que precisa vencer o Paraná hoje às 16 horas, em Campinas. A luta contra o rebaixamento continua no sábado contra o próprio Paraná. O Bugre enfrenta a equipe paranaense às 16 horas no Pinheirão, em Curitiba. A primeira vitória a gente nunca esquece. O técnico do Guarani Agnaldo Liz (foto) consquistou sua primeira vitória sob o comando da equipe só ontem, depois de duas derrotas e um empate. Mas o começo do jogo não animou muito os campineiros que viram o time visitante partir para cima. Porém, aos 29 minutos, o Bugre conseguiu reagir e Viola abriu o placar. Seguindo o embalo, Sandro Hiroshi ampliou três minutos depois. Felizes da vida, os jogadores do Guarani voltaram para a etapa final mais relaxados. O Juventude aproveitou e diminuiu a diferença aos 15 minutos, de pênalti. Lopes cobrou bem e garantiu o primeiro e único gol para a sua equipe. Mesmo atacando mais, o Juventude não conseguiu impedir o terceiro do Guarani também de pênalti. Aílton foi derrubado na área, Viola bateu e marcou. Com um jogador a menos, Lauro tomou o segundo amarelo e foi expulso, o Juventude não conseguiu virar o placar e teve que se conformar em perder para o lanterninha da Competição. Final: 3 a 1 para o Guarani.
Ramalhão praticamente fora da próxima fase Ontem o sonho do Santo André de vencer todas as dificuldades encontradas fora de campo e conseguir se aproximar do grupo de times que se classificam à etapa seguinte da série B praticamente acabou. A equipe não suportou a pressão do Brasiliense, que jogando em seu estádio goleou os paulistas por 3 a 0. Val Baiano e Wellington Dias (duas vezes) marcaram os gols da equipe do Distrito Federal, que agora é a 3ª colocada com 40 pontos. O Ramalhão, atual 14º com 26 pontos, ainda tenta uma melhor posição na tabela enfrentando o São Raimundo no Bruno Daniel, sábado (18), às 16h. Depois fecha sua participação na série B encarando o Santa Cruz, em Recife. Mas vale uma ressalva: para uma equipe que perdeu 12 pontos no tapetão, e passou boa parte do campeonato na zona de rebaixamento, o simples fato de não cair mais à série C já é motivo de comemoração. Sem contar o desmanche que o time sofreu após conquistar o título inédito da Copa do Brasil, e assegurar seu passaporte à Libertadores. Definitivamente, um ano para ser celebrado em Santo André.
Portuguesa fez o mais difícil Tudo bem que o jogo era diante do Ituano, 4º colocado com 36 pontos. Mas o empate de 2 a 2 em pleno Canindé deixou a Lusa, que soma 30 pontos, apenas na 11ª posição, fora do grupo dos 8 classificados faltando somente duas rodadas para o encerramento da fase de classificação do "Brasileirinho", a famosa segundona. Pior de tudo foi a maneira como saiu esse empate. A Portuguesa conseguiu fazer 2 a 1 já aos 48 do segundo tempo. Na saída de bola, tomou o 2 a 2. Lamentável. Antes disso, Fernando Gaúcho abriu o placar favorável ao Ituano ainda no primeiro tempo, com 31 minutos. Régis Pitbull foi o autor do gol de empate lusitano, aos 42. Após passar o segundo tempo inteiro sem criar grandes chances, nos acréscimos Edmílson conseguiu fazer aquele que parecia ser o gol decisivo da partida. Mas aos 49, Fernando Gaúcho (de novo!) deixou tudo igual para o Galo de Itu. Se vencesse, a Lusa teria alcançado a 7ª colocação. Agora contenta-se com o 11º posto. Pra ainda brigar pela sonhada vaguinha no G-8, a Portuguesa encara o cambaleante e já rebaixado Londrina sábado (18), às 16h, no Estádio do Café, na casa do adversário. Depois joga sua última cartada no Canindé, contra o Fortaleza. Já o Ituano está praticamente classificado, e ainda desafia Avaí e Ceará.
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