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Vitória em cinco jogos seguidos: de grão em grão o Palmeiras completou a quina no bingo do Brasileirão e se aproxima cada vez mais dos líderes do Campeonato. O azarão foi o Paysandu que teve que engolir o penâlti inexistente em cima de Pedrinho marcado pelo árbitro Luis Sardinha. A "comida de bola" do juizão alegrou os mais de 20.000 palmeirenses que assistiram a um disputado confronto no Palestra Itália. O time da casa entrou em campo disposto a embalar um gol atrás do outro, mas os paraenses seguiram direitinho as orientações do técnico Adilson Batista e armaram um paredão na área. O Verdão tentou de um lado, tentou de outro, mas não conseguiu derrubar um tijolo sequer desta muralha. O Paysandu resolveu partir para cima do Sérgião e assustou, e muito, a torcida alviverde. Conhecido pela péssima campanha fora do seu habitat natural (o Paysandu ganhou apenas do Vasco longe de casa), o Palmeiras voltou do vestiário com esperanças de manter a tradição e subir mais um degrau no Campeonato. E assim foi feito. Desta vez, não por falha do adversário, mas digamos que o time contou com um dia inspirado do árbitro. Aos 27 minutos da segunda etapa, Pedrinho convertou o penâlti que foi marcado de Lecheva sobre Baiano. Aos 42 minutos, quase os adversários conseguiram reverter a má sorte, mas já era tarde demais: o jogo acabou com apenas um vencedor. Com este resultado, o Verdão soma 71 pontos e alcança a terceira colocação. Na próxima rodada, o time de Estevam Soares enfrenta o Figueirense, domingo que vem, no Orlando Scarpelli, às 18h. por Marcela Munhoz
O show teve que continuar Parecia que São Paulo e São Caetano entrariam em campo, hoje à noite, apenas com a missão de homenagear o zagueiro Serginho, morto na última quarta-feria durante a disputa entre as duas equipes, e sairiam do jogo com o 0 a 0 no placar. Mas o que se viu em 34 minutos, como o próprio atacante são-paulino Grafite disse após a partida, foi mais emoção do que Tricolor e Azulão poderiam proporcionar em 90. Seis gols marcados, com o placar final anotando 4 a 2 favoráveis ao time do Morumbi. Com faixas de luto nas arquibancadas, uma ridícula e desnecessária substituição simbólica de Serginho por Jonas, e o apito "inicial" do local onde o jogo foi interrompido quarta passada, os times começaram o fim do confronto em um ritmo simplesmente alucinante. Com oito minutos de bola rolando, o São Paulo conseguiu balançar as redes de Silvio Luiz por três vezes, com Danilo, Júnior e Grafite, respectivamente. O árbitro Cleber Abade resolveu participar do amalucado jogo e marcou dois pênaltis estranhíssimos favoráveis ao Azulão. Marcinho e Anderson Lima descontaram a vantagem. Mas coube ao zagueiro Rodrigo, do sampa, fazer o derradeiro gol e garantir, assim, mais três pontos pra conta são-paulina. Ao final da inusitada partida de 34 minutos - o juiz deu três, de acréscimo - o time do Morumbi somou 68 pontos na tabela, e retomou a terceira colocação do Palmeiras, que caiu pra quarto. Já o São Caetano continua em 5º, com 65, mas tem um jogo a menos. De volta à normalidade, os times retornam pra próxima rodada, domingo (07). O tricolor recebe o Botafogo em casa, às 18h. O Azulão, no mesmo horário, encara a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, em Campinas. Feitas as devidas homenagens, tudo volta a ser como antes no planeta bola. Saudades, Serginho!
Mistão do Santos perde pra LDU Após superar Paraná, Flamengo e São Paulo na fase brasileira da Copa Sul-Americana, o Peixe estreou na zona internacional do torneio com uma derrota de 3 a 2 para a Liga Deportiva Universitária, a LDU, do Equador. Dando continuidade à "poupança" dos jogadores titulares nessa competição, Luxemburgo escalou um verdadeiro mistão - do time principal, apenas Mauro, André Luís e Preto Casagrande começaram o jogo - que segurou os rápidos equatorianos até onde puderam. Exatamente até os 40 do segundo tempo, quando Salas desempatou a partida e resolveu a vida da LDU. Luxa foi tão muquirana para levar seus atletas ao Equador, que só dispunha de 4 jogadores no banco de reservas, sendo dois deles, os goleiros Tápia e Júlio Sérgio. Este último, inclusive, relacionado como jogador de linha. Correto ou não em sua filosofia, o treinador santista ainda viu Zé Elias, pra variar um pouco, ser expulso após uma entrada violenta pra cima do adversário latino. E Antônio Carlos, comprovadamente fora de forma, atrapalhar-se todo até mesmo com o experiente Aguinaga (sim, aquele mesmo que você já devia acompanhar na seleção equatoriana na Copa de 90!!). Cabe aos brasileiros avaliarem se a competição ainda interessa e buscarem a reabilitação na semana que vem, quando as duas equipes voltam a se enfrentar, desta vez na Vila Belmiro. O jogo será na quarta-feira (10), às 21h50. Provavelmente, os torcedores do Peixe não poderão acompanhar seu time reforçado por Robinho, Elano e Cia. Talvez, um Deivid eles ainda consigam pagar pra ver!
Nesta noite, às 20h30, São Paulo e São Caetano retornarão ao gramado do Morumbi uma semana após a partida válida pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, interrompida abruptamente devido à tragédia que vitimou o zagueiro Serginho (foto) quando o cronômetro marcava 14 minutos da etapa complementar. Frente a frente pela primeira vez depois dos instantes que abalaram ambos os lados, os jogadores prometem disputar estes 31 minutos restantes com garra e dispostos a tudo pelos três pontos. Quem perder ficará muito distante da briga pelo título. Resta saber se haverá clima para um jogo de futebol. Ocorrerá alguma dividida mais contundente, os jogadores provocarão uns aos outros, enfim, o desenrolar do restante da partida terá os mesmos ingredientes normais de uma disputa de campeonato? Pra começar, o jogo será reiniciado com a substituição simbólica do atleta, com o jovem Jonas entrando em seu lugar. Só aí as lembranças do jogo passado já deverão criar um sentimento doloroso para todos os atletas e membros da comissão técnica tanto no lado são-paulino, mas principalmente entre os representantes do time do ABC. De qualquer forma, o jogo valerá pontuação. São Paulo e São Caetano têm os mesmos 65 pontos, mas o tricolor tem uma partida a mais (perdeu para o Figueirense no sábado), enquanto que o Azulão não entrou em campo na última rodada ainda pelo luto ao falecimento de Serginho. Ou seja, para o sampa é tudo ou nada. Para o São Caetano, é a chance de fazer a última homenagem e embolar mais ainda o bloco dos primeiros colocados. Tudo isso começa às 20h30, com portões abertos no Morumba.
Ponte bobeia e só empata Levando-se em conta que o jogo era em São Januário contra um Vasco esforçando-se para não chegar perto da zona do rebaixamento, o 2 a 2 que a Macaca conquistou ontem à tarde poderia ser até comemorado. Mas após a etapa inicial encerrar-se com dois gols à frente no placar, e acabar levando um empate aos 44 do segundo tempo, a Ponte volta do Rio de Janeiro com algumas dúvidas na cabeça: ainda dá pra sonhar com a Libertadores? O time terá força o suficiente pra não deixar vacilos como o de ontem impedirem este sonho? Nenê Santana tem potencial o bastante pra levar o time adiante na competição? A próxima rodada poderá responder parte dessas perguntas. No próximo domingo (07), a equipe de Campinas recebe o São Caetano no Moisés Lucarelli, às 18h. Com 58 pontos, na 9ª colocação, a Ponte sabe que se quer, no mínimo, manter-se competitiva o suficiente no campeonato, precisará superar adversários poderosos como o Azulão. Grêmio (fora), Atlético-PR e Criciúma (ambos em casa) completam o mês de novembro para a Macaca.
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