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Zé Teodoro é o novo técnico da Lusa Falava-se em Edinho, campeão da série B com o Brasiliense, Candinho, o eterno salvador da pátria lusitana, e até em Jair Picerni, rebaixado junto com o Guarani para a segundona. Mas a diretoria da Portuguesa já anunciou que Zé Teodoro, ex-jogador do São Paulo na década de 80, e que trabalhou como treinador do Náutico em 2004, comandará o elenco ainda indefinido da Lusa no ano que vem.
O contrato de Zé Teodoro foi assinado até 31 de dezembro de 2005, e sua apresentação está prevista para o próximo dia 3. Ele já teria, inclusive, passado à cúpula lusitana uma lista com três nomes indicados para cada posição. Até mesmo porque a Portuguesa dispensou recentemente quase todo o seu elenco, com exceção do goleiro Gléguer e do volante Capitão.
Futuro - Quem pode retornar à Lusa em 2005 é o zagueiro Émerson, atualmente no Paraná Clube, e que formou com César a dupla de zaga vice-campeão nacional de 2006, quando o time do Canindé foi derrotado pelo Grêmio. A Portuguesa estréia no Campeonato Paulista dia 19 de janeiro, contra o Santos.
por Renan Cacioli
Como se não bastasse o bicampeonato brasileiro conquistado pelo Peixe domingo passado e o recorde de 103 gols marcados em uma mesma edição do campeonato, superando os 102 do Cruzeiro de 2003, o time da Vila apresenta, também, outro número fantástico de sua campanha vitoriosa: é o 3º melhor ataque de todos os tempos do Campeonato Brasileiro desde que ele foi criado, em 1971. A média de 2,23 gols por jogo (103 gols em 46 confrontos) só não supera a do Internacional de 1976, com Falcão e Figueroa, que teve 2,56 (59 gols em 23 jogos), e do Corinthians de 1999, de Luizão, que anotou 2,33 tentos por partida (49 em 21 partidas). Deivid (foto) e Robinho, com 21 gols cada, Elano, com 16, e Basílio, com 15, foram os principais responsáveis pela marca histórica do Peixe somando, os quatro, 73 gols feitos no torneio de 2004.
ESPECIAL: Na volta de Robinho, Santos é bi O clima de festa estava armado em São José do Rio Preto. Estádio lotado, Robinho em campo e uma sensação de campeão pela 5ª vez rondando os pensamentos de Vanderlei Luxemburgo. Não deu outra: Peixe 2 a 1 no Vasco, 103 gols para entrar na história como o ataque mais positivo de todos os Brasileiros e o grito de bi explodindo da garganta dos torcedores após o apito final. Mesmo longe da Vila, o Santos provou que foi o melhor time do campeonato liderando 19 das 46 rodadas e ganhando quando mais precisava decidir. Ao contrário do que fez o rival Atlético Paranaense, que esteve no topo da tabela em 10 rodadas mas pecou na hora "H" diante de Grêmio, Vasco e Botafogo, o Peixe engoliu seus adversários na reta final da competição: a vitória contra o São Caetano por 3 a 0, domingo passado, deu ao time a liderança e certeza de que nada mais poderia sair errado. Nem mais um erro de arbitragem que impediu um gol de Robinho, ontem, tirou o sorriso do rosto de Luxa e sua turma. Para o treinador santista, uma emoção revivida pela 5ª vez. Mesmo perdendo boa parte do elenco durante o torneio - entre outros, saíram Diego, Alex, Renato, Paulo Almeida - e passando por um momento delicado com o seqüestro da mãe de seu maior ídolo, Robinho, o Santos teve confiança, postura de time vencedor e atitude em momentos cruciais da competição, principalmente após o empate com o Paysandu, quando todos já colocavam o Furacão, do artilheiro Washington, como o futuro campeão nacional. Saldo final - o campeão do Campeonato Brasileiro de 2004 terminou o torneio com os seguintes números: 89 pontos, 27 vitórias, 8 empates, 11 derrotas, 103 gols marcados, 58 sofridos, com um espetacular saldo de 45 gols (só o saldo santista já foi maior do que todo o ataque de Ponte Preta e Guarani, que marcaram 43 vezes). Definitivamente, quem deu a bola e nas redes adversárias, foi o Santos.
Domingo, 30 de maio de 2004. Antes da estréia de Tite no Corinthians no empate com o São Paulo em 1 a 1, o Timão ocupava a 17º colocação com 8 pontos em meio a crise, desclassificação da Copa do Brasil, etc. Domingo, 19 de dezembro de 2004. O Corinthians bate o Figueirense no Pacaembu por 5 a 2 e encerra o campeonato na 5ª posição com 74 pontos. As manchetes de hoje, no entanto, perguntam se Luxemburgo assumirá o Timão da MSI em 2005. Seria até cômico pensar que no país onde treinadores de futebol mal conseguem segurar seus cargos após dois ou três resultados desastrosos, Tite tenha seu comando posto em xeque após a brilhante recuperação que fez o Timão chegar à Copa Sul-Americana do ano que vem, e terminar o nacional atrás somente de Santos, Atlético-PR, São Paulo e Palmeiras. O Corinthians pré-Tite havia conseguido duas vitórias, dois empates e três derrotas. Olhando os números finais abaixo, parece até piada imaginar que o guerreiro gaúcho não tenha espaço no "number one" do ano que vem. Saldo final - são com estes números que a cúpula corintiana deve preterir Tite por Luxa: 5º colocado, 74 pontos, 20 vitórias, 14 empates, 12 derrotas, 54 gols marcados, 54 sofridos. E Tite pode ir para o Flamengo em 2005. Inacreditável.
O ano que começou tão azul para o São Caetano após a conquista do primeiro título importante na história do clube tornou-se negro a partir de outubro, quando Serginho morreu em campo, e pode terminar cinzento dependendo do julgamento de amanhã, no STJD, do recurso pedido pela equipe do ABC no caso do zagueiro falecido durante o jogo contra o São Paulo. O Azulão foi do céu ao inferno em pouco tempo e a derrota de 3 a 0 para o Atlético Mineiro, ontem à tarde (na foto, o Mineirão completamente lotado), apenas completou a triste trajetória do clube neste segundo semestre. Como se não bastasse a perda física de um membro do time, a imagem de time caseiro, familiar, deu lugar a de um clube sombrio, desestruturado. Os 24 pontos foram, talvez, o que o São Caetano menos perdeu desde o início de toda a polêmica envolvendo diretoria, elenco e comissão técnica. Sem dúvida alguma, o São Caetano deixou de ser o segundo time de muita gente passados todos esses percalços. Saldo final - e nesse clima de incertezas, o Azulão fechou assim sua participação no Campeonato Brasileiro de 2004: 18ª colocação (temporária ou não, a ser concretizada após o julgamento), 53 pontos (idem), 23 vitórias, oito empates, quinze derrotas, 65 gols marcados, 49 sofridos.
Um clima melancólico assolou o Brinco de Ouro da Princesa ontem à tarde, em Campinas. Mesmo vencendo o Grêmio por 2 a 0, o Guarani não tinha nada o que comemorar, já que morreu abraçado ao time gaúcho na areia movediça da série B. Com meros 481 testemunhas, ambos os times jogaram apenas porque o regulamento manda. Se pudessem, não teriam nem saído de casa ontem. O consolo da rodada foi descobrir que Vitória e Criciúma são os companheiros de gaúchos e paulistas na segundona em 2005. O ano foi todo errado para o Bugre. Constantes trocas de treinadores - como o demitido Zetti, que mais tarde ironicamente subiria à divisão de elite do futebol brasileiro como o Fortaleza - dispensas esquisitas de jogadores, a exemplo do xodó da torcida, Viola, falta de planejamento, brigas entre torcida e dirigentes. Enfim, o pesadelo para o Guarani tem nome: 2004. Um ano que não deveria nem ter começado para os infelizes bugrinos. Saldo final - desta forma, o time comandado por Jair Picerni (foto) encerrou assim sua dramática passagem pelo Campeonato Brasileiro de 2004: 22ª posição, 49 pontos, 11 vitórias, 16 empates, 19 derrotas, 43 gols marcados, 55 sofridos.
Os 2 a 0 diante do Goiás, na verdade, eram o que menos importavam para a diretoria são-paulina. Com a terceira posição na tabela garantida, a vaga na Libertadores pelo segundo ano consecutivo, e a melhor defesa do campeonato (sofreu 43 gols), o São Paulo entrou em campo pensando em quem estava do outro lado: o volante Josué, primeira contratação do clube para a próxima temporada. Logo após o duelo de ontem, a cúpula tricolor já anunciou o jogador. Josué é apenas o primeiro nome do projeto 2005 do time do Morumbi. Não era bem quem o técnico Émerson Leão desejava, mas trata-se de um sonho antigo do presidente Marcelo Portugal Gouvêa, que já havia tentado trazer o volante no início deste ano. Quem também pode chegar ao Morumbi são alguns atletas do São Caetano: Anderson Lima, Fabrício Carvalho e Mineiro interessam ao clube, que foi o mais regular somadas as últimas três edições de Campeonatos Brasileiros. Faltam os títulos. Saldo final - O Tricolor encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro de 2004 desta forma: 3º colocado, 82 pontos, 24 vitórias, 10 empates, 12 derrotas, 78 gols marcados, 43 sofridos.
Na verdade foi apenas isso que a Ponte Preta fez ontem, no Barradão, em Salvador. Sem cinco titulares e nenhuma chance de classificação para a Copa Sul-Americana, a Macaca encarou a sua última partida do campeonato como uma pré-viagem de férias à Bahia. Voltou com uma vitória de 2 a 1 sobre os donos da casa e a certeza de que contribuiu, e muito, para que em 2005 todos assistam a um Ba-Vi (o clássico entre Bahia e Vitória) na segunda divisão do Brasileiro. O destaque paulista foi o atacante Anselmo, que com os dois gols marcados, impediu o time campineiro de encerrar o torneio com o pior ataque da competição. A equipe fez somente 43 gols, mesma marca do rival Guarani. Outro fator positivo para a Ponte foi o saldo histórico nos jogos que envolvem a Macaca e o Vitória: em 12 partidas disputadas nos Brasileiros, os paulistas venceram 8 e empataram 4. Mesmo sem vaga nenhuma assegurada para o ano que vem, a Ponte sabe que 2004 não foi tão ruim assim: ao menos os pontepretanos estão rindo à toa com a situação dos bugrinos, rebaixados impiedosamente à série B. Saldo final - A Macaca ficou assim no Brasileiro de 2004: 10ª colocada, 64 pontos, 19 vitórias, 7 empates, 20 derrotas, 43 gols marcados e 73 sofridos.
O empate do Palmeiras em 1 a 1 com o Fluminense, ontem, no Maracanã, pode não ter sido o resultado dos sonhos do técnico Estevam Soares, que viu Ramón abrir o placar para os cariocas e Ricardinho, bela revelação para o alviverde, igualar tudo mais tarde. Mas agora os paulistas não dependem mais do julgamento do São Caetano amanhã, no STJD, pra saberem se terão a vaga à pré-Libertadores assegurada ou não: dia 2 de fevereiro já tem um jogo marcado, Palmeiras e Tacuary (PAR). Quem vencer disputará o torneio continental no Grupo 4, ao lado de Santo André (BRA), Cerro Porteño (PAR) e Deportivo Táchira (VEN). Problemas para o ano que vem o Verdão já possui: Magrão fez, ontem, sua última partida com a camisa palmeirense antes de embarcar para a Rússia, provável destino do volante em 2005. O papo com Vágner Love, durante a semana, animou ainda mais o guerreiro do meio-campo palestrino. Love vem fazendo uma ótima passagem pelo CSKA, outra equipe do país da vodka, e trouxe boas referências para Magrão. Saldo final - o Verdão terminou o Brasileiro de 2004 assim: 4º colocado, 79 pontos, 22 vitórias, 13 empates, 11 derrotas, 72 gols marcados e 47 sofridos. É a sétima melhor campanha do time em todas as edições do campeonato desde que ele foi criado, em 1971. Melhor que isso, só os 4 títulos (72,73, 93, 94) e os 2 vices (78 e 97). Pra quem veio da série B, o ano é realmente para ser comemorado no Parque Antarctica.
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